AP Barrada na Casa Branca por Termo ‘Golfo da América’: Decisão Judicial Preliminar

A Justiça dos Estados Unidos rejeitou o pedido da Associated Press para retomar imediatamente o acesso de seus jornalistas à Casa Branca. A agência de notícias foi barrada por se recusar a usar o termo 'Golfo da América' em vez de 'Golfo do México'. O juiz Trevor N. McFadden emitiu uma decisão preliminar, solicitando mais informações antes de um veredito final.

Por Redação gl - Mundo
Atualizado em 24/02/2025 às 8:37 pm

Justiça dos EUA Nega Pedido da Associated Press para Acesso Imediato à Casa Branca

A Justiça dos Estados Unidos rejeitou nesta segunda-feira (24) o pedido da agência de notícias Associated Press (AP) para retomar imediatamente o acesso dos jornalistas à Casa Branca. A agência foi barrada de eventos presidenciais por se recusar a usar a expressão “Golfo da América” para se referir ao Golfo do México.

Contexto e Justificativa

Ao entrar com a ação, a AP argumentou que as medidas adotadas pela Casa Branca violam a Constituição dos EUA, desrespeitando o princípio da liberdade de expressão. A agência destacou que produz conteúdo para uma audiência global e, por isso, optou por manter a expressão “Golfo do México” em suas reportagens.

Decisão do Juiz

O juiz Trevor N. McFadden declarou que a AP não conseguiu demonstrar danos irreparáveis ao ser excluída dos eventos na Casa Branca e dos voos no Air Force One. Portanto, ele emitiu uma decisão preliminar negando o pedido da agência. No entanto, McFadden solicitou que o governo dos EUA revise a decisão e forneça mais informações sobre o caso. O juiz reconheceu que a medida adotada pelo governo é “problemática” por discriminar uma única organização.

Em um comunicado, a Casa Branca afirmou que o acesso de jornalistas ao Salão Oval é um privilégio, não um direito. “O acesso ao Salão Oval é um privilégio e não um direito”, declarou a administração.

Histórico do Conflito

Em 11 de fevereiro, o governo Trump impediu que um repórter da AP participasse de um evento no Salão Oval, alegando que os jornalistas deveriam seguir a ordem executiva que renomeou o Golfo do México. Nos dias seguintes, a AP também foi impedida de participar de uma coletiva de imprensa com Trump em Mar-a-Lago, na Flórida, e de acompanhar voos no Air Force One.

A decisão de barrar a AP gerou controvérsia. “É alarmante que a administração Trump puna a AP por seu jornalismo independente”, declarou a agência. Em resposta, cerca de 40 organizações de notícias assinaram uma carta organizada pela Associação de Correspondentes da Casa Branca, pedindo que o governo revertesse a política contra a AP.

Próximos Passos

O juiz McFadden ordenou que ambas as partes forneçam mais informações sobre o caso para uma decisão final. Enquanto isso, a AP continua impedida de acessar eventos na Casa Branca. A expectativa é que uma nova decisão seja proferida nas próximas semanas, determinando o desfecho desse impasse.

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