Após Trump, Argentina decide sair da OMS e justifica altos custos de participação

A Argentina anunciou sua saída da Organização Mundial da Saúde (OMS), seguindo os passos dos Estados Unidos. A decisão, confirmada pelo porta-voz presidencial Manuel Adorni, foi justificada pelos custos associados à participação na OMS, estimados em US$ 10 milhões por ano. Esta é a primeira medida significativa do governo de Javier Milei, que mostra alinhamento ideológico com Donald Trump. Observadores internacionais expressam preocupação com os impactos dessa decisão no sistema de saúde argentino e na resposta global a crises sanitárias.

Por Redação gl - Mundo
Atualizado em 05/02/2025 às 2:08 pm

Argentina Anuncia Saída da OMS Após Decisão dos EUA

Seguindo os passos dos Estados Unidos, a Argentina anunciou sua saída da Organização Mundial da Saúde (OMS) nesta quarta-feira (5). A decisão foi confirmada pelo porta-voz presidencial, Manuel Adorni, dias após o presidente dos EUA, Donald Trump, assinar uma ordem executiva retirando seu país da OMS. Os EUA eram os maiores financiadores do órgão internacional de saúde, ligado à ONU.

Motivos da Retirada

O governo argentino justificou a saída da OMS com base nos custos associados à participação na organização, estimados em cerca de US$ 10 milhões por ano (aproximadamente R$ 58 milhões). Além disso, foram mencionados os gastos com salários, diárias e assessores do representante argentino na entidade.

A saída da Argentina da OMS será formalizada através de um decreto que será assinado pelo presidente Javier Milei. Esta é a primeira medida significativa do novo governo, que pretende se retirar de outros organismos internacionais nos próximos dias, conforme informações do jornal argentino “La Nación”.

Alinhamento Ideológico

Desde que assumiu a presidência em dezembro de 2023, Javier Milei tem mostrado alinhamento ideológico com o governo americano de Donald Trump. Ambos compartilham uma visão conservadora e a decisão de sair da OMS reflete essa proximidade. “A Argentina se posiciona ao lado dos Estados Unidos em busca de eficiência e redução de custos”, afirmou uma fonte próxima ao governo.

Contexto Internacional

A decisão dos Estados Unidos de se retirar da OMS gerou controvérsias globais, uma vez que o país era responsável por uma parte significativa do financiamento da organização. A medida foi criticada por diversas lideranças internacionais e organizações de saúde, que alertaram para os possíveis impactos negativos na resposta global a crises sanitárias.

Com a saída dos EUA e da Argentina, a OMS perde dois importantes membros e contribuintes, o que pode afetar sua capacidade de agir em emergências de saúde pública. Observadores internacionais temem que outras nações possam seguir o exemplo, enfraquecendo ainda mais a estrutura da organização.

Impactos no Sistema de Saúde

A retirada da Argentina da OMS pode ter consequências significativas para o sistema de saúde do país, que depende de recursos e apoio técnico da organização para lidar com desafios sanitários. Especialistas alertam que a decisão pode prejudicar programas de vacinação, controle de doenças e resposta a emergências.

A expectativa é que o governo argentino desenvolva novas parcerias bilaterais e busque alternativas para substituir o apoio fornecido pela OMS. “Estamos confiantes de que poderemos continuar cuidando da saúde da nossa população com eficiência, através de outras colaborações internacionais”, afirmou um representante do Ministério da Saúde da Argentina.

Enquanto isso, a comunidade internacional observa com atenção os desdobramentos desta decisão e seus possíveis efeitos no combate a pandemias e na saúde global.

Comentários

Os comentários são de responsabilidade exclusiva de seus autores e não representam a opinião deste site. Se achar algo que viole os termos de uso, denuncie. Leia as perguntas mais frequentes para saber o que é impróprio ou ilegal.

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *