Banco Central Sinaliza Desaceleração Econômica e Ajuste Suave da Selic em 2025

O Banco Central sinaliza uma desaceleração econômica como parte do processo para controlar a inflação. Em meio à alta da Selic para 14,25%, o Copom prevê novos ajustes em menor intensidade e alerta para os desafios do cenário interno e externo que influenciam a política monetária.

Por Redação gl - Economia
Atualizado em 25/03/2025 às 5:39 pm

Banco Central Aponta Desaceleração Econômica e Indica Alta Menor da Selic

Em análise divulgada nesta terça-feira (25), o Banco Central indicou sinais de desaceleração no ritmo de crescimento econômico, uma medida considerada como “essencial para reduzir as pressões inflacionárias”. Essa avaliação foi apresentada na ata da última reunião do Comitê de Política Monetária (Copom), que destacou os desafios para alcançar as metas de inflação.

Alta de Juros e Impactos na Economia

Na semana passada, a taxa Selic foi elevada de 13,25% para 14,25% ao ano, igualando o patamar de 2015 e 2016, durante a crise no governo Dilma Rousseff. Apesar disso, o Copom sinalizou que novas altas devem ocorrer em menor intensidade, com a próxima reunião, marcada para maio, prevendo um ajuste menor.

O Comitê reforçou que o impacto das altas de juros no controle da inflação só se manifesta plenamente entre seis e 18 meses após as alterações na Selic, o chamado “horizonte relevante” da política monetária. Nesse contexto, o Banco Central já direciona suas decisões considerando o segundo semestre de 2026.

Inflação e Metas Futuras

Em fevereiro, a inflação acumulada em 12 meses alcançou 5,06%, o maior nível desde setembro de 2023. A projeção oficial para 2025, 2026 e anos subsequentes sugere dificuldades para atingir a meta contínua de 3%, com oscilações esperadas entre 1,5% e 4,5%. Caso as previsões se confirmem, haverá descumprimento do objetivo de inflação pelo sexto mês consecutivo em junho deste ano.

Cenário Externo e Riscos Adicionais

A política econômica dos Estados Unidos, particularmente as tarifas comerciais impulsionadas pelo governo Trump, adiciona incertezas. O Banco Central apontou que esse contexto influencia o ritmo de crescimento global e a postura do Fed, o banco central norte-americano. Além disso, preços elevados de alimentos e a instabilidade no cenário fiscal brasileiro continuam gerando pressões inflacionárias.

Repercussões das Decisões Monetárias

Com as sinalizações do Copom, o mercado avalia as consequências dos ajustes nas taxas de juros, que visam controlar a inflação, mas têm efeitos diretos sobre o consumo e o crescimento econômico. Especialistas destacam que, sem uma combinação de medidas fiscais e estruturais, o custo de desinflação pode ser ainda mais elevado, impactando a atividade econômica.

O Banco Central segue enfatizando seu compromisso com a convergência da inflação às metas, enquanto monitora os efeitos das políticas em curso para equilibrar os desafios internos e externos.

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