Promotoria Solicita Novo Julgamento para Luis Rubiales por Caso de Beijo Forçado
A Promotoria espanhola entrou com recurso nesta quinta-feira (6) contra a sentença aplicada a Luis Rubiales, ex-presidente da Federação Espanhola de Futebol, pedindo um novo julgamento. A decisão ocorre após críticas à imparcialidade do juiz responsável pelo caso, que condenou Rubiales a uma multa, mas rejeitou outras acusações.
Acusações de Parcialidade no Processo
De acordo com o memorando apresentado pela promotora Marta Durántez, o juiz José Manuel Fernández Prieto ignorou provas cruciais e impediu questionamentos importantes durante o julgamento. “Diversas evidências apresentadas foram desconsideradas, como se não existissem”, afirmou Durántez, que também destacou a rejeição de perguntas feitas pelo Ministério Público a testemunhas-chave.
A promotoria argumenta que a sentença não abordou aspectos fundamentais do caso e solicita que um novo julgamento seja conduzido por um magistrado que garanta total imparcialidade. A pena aplicada a Rubiales foi considerada insuficiente, especialmente em comparação com a solicitação inicial de dois anos e meio de prisão.
O Caso e a Sentença
O incidente ocorreu em 20 de agosto de 2023, durante a cerimônia de premiação da Copa do Mundo Feminina, realizada em Sydney. Na ocasião, Rubiales beijou à força a jogadora Jenni Hermoso, gerando repercussão internacional e levando à sua renúncia como presidente da Federação Espanhola.
O julgamento, realizado em fevereiro de 2025, resultou na condenação de Rubiales por agressão sexual, com a aplicação de uma multa de 10.800 euros (cerca de R$ 67.300) e a proibição de contato com a vítima por um ano. No entanto, ele foi absolvido da acusação de coação, pois o juiz considerou que não houve intimidação ou violência nas tentativas de minimizar o ocorrido.
Repercussão e Próximos Passos
A defesa de Jenni Hermoso também anunciou que recorrerá da decisão, buscando uma pena mais severa. Por outro lado, Rubiales pretende contestar a condenação, alegando que o ato foi consensual. O caso continua a gerar debates sobre conduta e ética no esporte, além de destacar a importância de julgamentos justos e imparciais.
Com o recurso da Promotoria, o desfecho do caso permanece incerto, mas reforça a necessidade de maior rigor em situações que envolvem abuso de poder e violência contra mulheres.
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