EUA Pedem para Zelensky Reduzir Retórica e Assinar Acordo Sobre Minerais Raros
As críticas da Ucrânia aos Estados Unidos foram consideradas “inaceitáveis” pelo principal conselheiro de segurança do presidente Donald Trump, Mike Waltz. Em entrevista à Fox News, Waltz aconselhou Kiev a “baixar o tom” e assinar rapidamente o acordo proposto pela Casa Branca sobre minerais raros, descrevendo-o como “a melhor garantia de segurança que eles poderiam almejar”.
Segundo Waltz, o acordo ofereceria aos Estados Unidos acesso a grandes quantidades de recursos naturais ucranianos como contrapartida pela ajuda americana enviada a Kiev para combater a Rússia. Ele argumentou que a assinatura do tratado levaria os EUA a investir mais no país.
Reunião Produtiva com Enviado Especial
O presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, inicialmente rejeitou o acordo, alegando que não oferece garantias de segurança para a Ucrânia. No entanto, após se encontrar com Keith Kellogg, enviado de Donald Trump para o conflito na Ucrânia, Zelensky afirmou estar aberto à ideia. “A Ucrânia está pronta para um acordo forte e eficaz de investimento e segurança com o Presidente dos Estados Unidos. Propusemos a maneira mais rápida e construtiva de alcançar resultados. Nossa equipe está pronta para trabalhar 24 horas por dia, 7 dias por semana”, escreveu Zelensky no X.
Durante o encontro, Zelensky e Kellogg apertaram as mãos e demonstraram cordialidade, com Zelensky expressando gratidão pela visita.
Controvérsias e Declarações Polêmicas
A recusa inicial de Zelensky gerou reações fortes. Em coletiva de imprensa na quarta-feira (19), Zelensky afirmou que não pode “vender a Ucrânia” e criticou o presidente americano, dizendo que ele vive em uma bolha de “desinformação” russa. Em resposta, Trump chamou Zelensky de “ditador” e fez ameaças.
Waltz, em sua entrevista, comentou a frustração evidente no governo americano. Ele também negou que a Ucrânia tenha sido excluída das negociações de Trump com a Rússia sobre o fim da guerra, destacando o “muito compromisso e diálogo” com Kiev e aliados europeus.
Perspectivas de Acordo
Questionado sobre a possibilidade de reconciliação, Waltz afirmou acreditar que é possível. “Dizer que vamos mudar a natureza da nossa ajuda no futuro não acho que deva ofender ninguém. Este é um plano de bom senso. Pode ser que eles não gostem, mas vamos impulsioná-lo e todo mundo vai parar de reclamar quando os combates terminarem. Vamos avançar a toda velocidade para pôr fim a essa guerra e então poderemos falar sobre relações geoestratégicas mais amplas.”
As negociações sobre o acordo continuam, com a esperança de que um entendimento possa ser alcançado para garantir a segurança e investimentos necessários para a Ucrânia em meio ao conflito.
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