Criação de empregos formais atinge 1,69 milhão em 2024 e mostra aceleração

A economia brasileira gerou 1,69 milhão de empregos formais em 2024, marcando um aumento de 16,5% em relação ao ano anterior. O saldo anual de empregos chegou a 47,21 milhões, com destaque para São Paulo e Rio de Janeiro. Apesar do crescimento, o aumento dos juros pela política monetária segue impactando o mercado. A taxa de desemprego, medida pelo IBGE, atingiu 6,1%, a menor desde 2012.

Por Redação gl - Economia
Atualizado em 30/01/2025 às 12:12 pm

Criação de empregos formais em 2024: economia brasileira gera 1,69 milhão de vagas

A economia brasileira registrou um crescimento significativo na criação de empregos formais em 2024, gerando 1,69 milhão de vagas com carteira assinada, de acordo com o Ministério do Trabalho. Este aumento representa uma aceleração considerável após dois anos de desaceleração.

Dados gerais do Caged

Segundo o Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), em 2024 foram contabilizadas 25,57 milhões de contratações e 23,87 milhões de demissões. Os números indicam um aumento de 16,5% em relação a 2023, quando foram gerados 1,45 milhão de postos de trabalho.

Desempenho mensal e sazonalidade

Apesar do crescimento anual, os dados de dezembro de 2024 mostraram um saldo negativo, com demissões superando contratações em 535,54 mil vagas. Este é o maior número de demissões para um mês de dezembro desde 2020, devido principalmente à sazonalidade do comércio e ao encerramento de contratos temporários no setor público, especialmente nas áreas de educação e saúde.

Saldo anual de empregos

No final de 2024, o Brasil registrou um saldo de 47,21 milhões de empregos com carteira assinada, uma alta em comparação aos 45,51 milhões de dezembro do ano anterior.

Papel do Banco Central

O aumento dos juros para conter a inflação foi um tema central em 2024. O ministro do Trabalho, Luiz Marinho, criticou a política de alta de juros adotada durante a presidência de Roberto Campos Neto no Banco Central. No entanto, ele reconheceu as dificuldades enfrentadas pelo novo dirigente, Gabriel Galípolo, nomeado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva. A taxa Selic foi elevada para 13,25% ao ano pelo Comitê de Política Monetária (Copom), que é composto em sua maioria por diretores indicados pelo governo petista.

Impacto econômico e projeções

A previsão para o Produto Interno Bruto (PIB) de 2024 é de uma expansão de 3,5%, superior ao crescimento de 3,2% registrado no ano anterior. O aquecimento da economia, no entanto, tem pressionado a inflação, que somou 4,83% em 2024, acima da meta.

Empregos por setor e região

Os números do Caged mostram que todos os cinco setores da economia registraram criação de empregos formais em 2024. Além disso, foram abertas vagas em todas as regiões e estados do país. Os estados que mais se destacaram na criação de vagas foram: São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais, Paraná e Santa Catarina.

Salário médio de admissão

O salário médio real de admissão em dezembro de 2024 foi de R$ 2.162,32, apresentando uma leve queda em relação a novembro. Em comparação a dezembro de 2023, houve um aumento, quando o valor era de R$ 2.128,90.

Comparação Caged e Pnad

Os dados do Caged, que consideram trabalhadores com carteira assinada, não são diretamente comparáveis aos números de desemprego divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), obtidos através da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad). A Pnad engloba também o setor informal da economia. Segundo a Pnad Contínua, a taxa de desemprego no Brasil foi de 6,1% no trimestre móvel terminado em novembro, a menor taxa de desocupação desde o início da série histórica, em 2012.

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