São Paulo Registra Segunda Morte por Dengue em 2025
A cidade de São Paulo confirmou, nesta segunda-feira (31/3), a segunda morte por dengue neste ano, conforme divulgado no Boletim de Arboviroses da Prefeitura. A vítima, um homem de 69 anos e morador da Mooca, zona leste da capital, começou a apresentar sintomas da doença no início de fevereiro. Outros 71 óbitos suspeitos seguem em investigação pelas autoridades de saúde.
Detalhes do Caso
De acordo com a Secretaria Municipal da Saúde, o homem apresentou os primeiros sintomas no dia 7 de fevereiro e foi atendido em um hospital particular. Apesar dos cuidados médicos, ele não resistiu e faleceu no dia 12 de fevereiro. A confirmação oficial da dengue como causa do óbito veio após análise conduzida pelo Instituto Adolfo Lutz. Em nota, a secretaria lamentou a perda e informou que realizou ações de combate à dengue no bairro do paciente nos dias 15, 17, 18 e 19 de fevereiro.
Casos de Epidemia na Capital
Atualmente, dois bairros paulistanos estão em situação de epidemia: Jardim Ângela e Capão Redondo, ambos localizados na zona sul da cidade. Esses distritos registram, respectivamente, 384 e 333,2 casos por 100 mil habitantes, superando o limite de 300 casos definido pela Organização Mundial da Saúde (OMS) para caracterizar uma epidemia.
Em toda a capital, já são 17.329 casos confirmados de dengue em 2025, um número que preocupa as autoridades de saúde diante dos desafios para conter o avanço da doença.
Cenário no Estado
Em âmbito estadual, os números são ainda mais alarmantes: 101 mortes e mais de 81 mil infecções confirmadas. A gravidade dos indicadores levou 94 municípios paulistas a decretarem situação de emergência. No entanto, apesar dos números altos, os registros até o momento estão abaixo dos índices observados em 2024.
Esforços e Expectativas
As autoridades de saúde reforçam a necessidade de intensificar ações preventivas, como eliminação de criadouros do mosquito Aedes aegypti, responsável pela transmissão da dengue. A colaboração da população é essencial para evitar a proliferação da doença, especialmente em períodos de chuva e calor, que favorecem a reprodução do vetor.
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