Dólar Cai para R$ 5,68 Após Indicações de Novo Acordo Comercial entre EUA e China

O dólar caiu para R$ 5,68 após o presidente Donald Trump sinalizar a possibilidade de um novo acordo comercial com a China. A declaração trouxe alívio aos mercados, que temiam os impactos negativos das tarifas. Enquanto isso, o Ibovespa opera com volatilidade, refletindo as incertezas econômicas.

Por Redação gl - Economia
Atualizado em 20/02/2025 às 5:13 pm

Dólar Cai para R$ 5,68 Após Trump Indicar Possível Acordo Comercial com a China; Ibovespa Oscila

O dólar opera em queda nesta quinta-feira (20), refletindo as esperanças dos investidores sobre a possibilidade de um novo acordo comercial entre os Estados Unidos e a China. Na véspera, o presidente norte-americano, Donald Trump, afirmou que um novo acordo comercial com a China “é possível” e mencionou a possível visita do presidente chinês, Xi Jinping, aos EUA.

Reação dos Mercados

A declaração de Trump trouxe alívio aos mercados, sugerindo que as recentes ameaças tarifárias podem ser parte de uma estratégia de negociação. Às 16h05, o dólar caía 0,48%, cotado a R$ 5,6988, com a mínima do dia atingindo R$ 5,6864. No dia anterior, a moeda norte-americana fechou em alta de 0,66%, cotada a R$ 5,7261.

O Ibovespa, principal índice da bolsa de valores brasileira, operava com volatilidade, registrando uma queda de 0,06% aos 127.232 pontos no mesmo horário.

Tendências Recentes

A moeda norte-americana acumulou alta de 0,54% na semana, recuo de 1,90% no mês e perdas de 7,34% no ano. Já o Ibovespa acumulou queda de 0,71% na semana, ganho de 0,93% no mês e alta de 5,84% no ano.

Impacto das Tarifas

Embora Trump tenha anunciado novas tarifas sobre produtos como madeira e produtos florestais, carros importados, semicondutores e produtos farmacêuticos, a perspectiva de um acordo com a China suavizou o impacto negativo esperado dessas medidas. A possibilidade de adiamento das tarifas oferece um alívio temporário aos mercados, apesar das tarifas de 10% sobre produtos chineses ainda estarem em vigor.

Influência do Federal Reserve

O Federal Reserve (Fed) manteve inalterada a taxa básica de juros entre 4,25% e 4,50% ao ano na sua última reunião de política monetária, conforme registrado na ata divulgada recentemente. No entanto, as propostas de Trump levantaram preocupações sobre uma possível alta da inflação, levando empresas a considerar aumentos de preços para repassar os custos das tarifas aos consumidores.

A inflação anual nos EUA atingiu 3,0% em janeiro, acima da meta de 2,0% do Fed. O mercado de trabalho resiliente e a economia aquecida aumentam a demanda por bens e serviços, pressionando os preços.

Agenda Macroeconômica

Os investidores também monitoraram os dados de pedidos de auxílio-desemprego nos Estados Unidos, que aumentaram em 5 mil na semana passada, totalizando 219 mil pedidos. O número ficou acima das expectativas dos analistas, mas ainda indica um mercado de trabalho sólido, sugerindo que o Fed pode manter os juros elevados por mais tempo.

No Brasil, os resultados corporativos estavam no radar, com a Vale reportando um prejuízo líquido de US$ 694 milhões no último trimestre de 2024. Em contraste, no mesmo período do ano anterior, a empresa havia registrado um lucro de US$ 2,4 bilhões.

Com base nos resultados, a Vale aprovou US$ 1,984 bilhão em dividendos e juros sobre capital próprio, que serão pagos em março de 2025.

Comentários

Os comentários são de responsabilidade exclusiva de seus autores e não representam a opinião deste site. Se achar algo que viole os termos de uso, denuncie. Leia as perguntas mais frequentes para saber o que é impróprio ou ilegal.

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *