Dólar registra 7ª queda consecutiva e fecha em R$ 5,86 na véspera da ‘Superquarta’; Ibovespa cai
O dólar completou uma semana de queda nesta terça-feira (28), atingindo o menor patamar desde novembro, a R$ 5,86. Investidores aguardam a “Superquarta”, quando ocorrem simultaneamente reuniões dos comitês de política monetária no Brasil e nos Estados Unidos.
Expectativas para a Superquarta
No Brasil, o Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central deve elevar a Selic, taxa básica de juros, em 1 ponto percentual, alcançando 13,25% ao ano. O mercado espera novas altas nos próximos meses devido à aceleração da inflação no país. Nos EUA, o Federal Reserve (Fed) deve manter suas taxas de juros inalteradas, entre 4,25% e 4,50% ao ano, aguardando novos sinais da economia e os próximos passos do presidente Donald Trump.
Impacto nos Mercados
As atenções estão voltadas para os comunicados que os dois bancos centrais devem emitir após suas reuniões, pois podem trazer novos sinais sobre os próximos passos na condução de juros. Além disso, investidores monitoram a divulgação dos resultados financeiros de grandes empresas americanas, como Boeing, GM e Starbucks, que trazem pistas sobre a saúde financeira das empresas e da economia.
Resumo dos Mercados
- Dólar: Ao final da sessão, o dólar recuou 0,73%, cotado a R$ 5,8690, renovando o menor patamar desde novembro. Na mínima do dia, chegou a R$ 5,8565. Com o resultado, acumulou queda de 0,83% na semana e recuo de 5,03% no mês e no ano. No dia anterior, a moeda norte-americana fechou em queda de 0,10%, cotada a R$ 5,9122.
- Ibovespa: O principal índice acionário da bolsa de valores brasileira, a B3, operava em queda na última hora do pregão. Na véspera, o índice fechou em alta de 1,97%, aos 124.862 pontos, acumulando alta de 1,84% na semana e ganho de 3,67% no mês e no ano.
Fatores que Movem os Mercados
Investidores aguardam novos anúncios de juros tanto no Brasil quanto nos EUA, previstos para quarta-feira (29). No Brasil, espera-se que o Copom aumente a Selic em 1 ponto percentual, podendo chegar a 13,25% ao ano. O Boletim Focus mostra que o mercado prevê a taxa Selic a 15% ao ano até o fim de 2025, devido à alta inflação. Nos EUA, a expectativa é que o Fed mantenha suas taxas inalteradas, aguardando novos indicadores econômicos.
Cenário Econômico nos EUA
A chegada de Donald Trump ao poder pode gerar maior pressão inflacionária caso o presidente cumpra suas promessas de aumentar as tarifas de produtos importados. Isso elevaria os preços para os consumidores americanos e pressionaria o Fed por uma política monetária mais firme, com juros altos para conter o avanço dos preços. Além disso, os próximos dias também contam com a divulgação de novos dados de emprego nos EUA, números da atividade econômica e decisão sobre juros na zona do euro.
Resultados Financeiros Corporativos
A semana é marcada pela divulgação de balanços financeiros corporativos. Nesta terça, a General Motors reportou uma receita de US$ 47,7 bilhões no último trimestre, 3,71% a mais do que as estimativas. O mercado aguarda os números da Boeing e da Starbucks. Os resultados trazem pistas sobre como anda a saúde financeira das empresas e da economia do país.
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