Dólar Sobe para R$ 5,72 Após Prévia do PIB e Ibovespa Mantém Alta
Na tarde desta segunda-feira (17), o dólar operava em alta, alcançando R$ 5,72, enquanto os investidores avaliavam a divulgação do Índice de Atividade Econômica do Banco Central – Brasil (IBC-Br). Este indicador, considerado uma prévia do Produto Interno Bruto (PIB) do país, mostrou um crescimento de 3,8% da economia brasileira em 2024.
Desempenho Econômico
Se confirmado, este crescimento representaria uma aceleração em comparação a 2023, quando a economia cresceu 3,2%, de acordo com dados revisados do IBGE. Além disso, a recente pesquisa de popularidade do governo mostrou que 24% aprovam o mandato de Luiz Inácio Lula da Silva, enquanto 41% desaprovam.
Impacto nos Mercados
O mercado global registrou uma menor movimentação devido ao feriado nos Estados Unidos, o que reduziu o volume de negociações. Entretanto, o Ibovespa, principal índice da bolsa de valores brasileira, operava em alta.
Dólar
Perto das 16h, o dólar subia 0,26%, cotado a R$ 5,7102, com a máxima do dia atingindo R$ 5,7217. Na última sexta-feira (14), a moeda americana havia registrado uma baixa de 1,26%, cotada a R$ 5,6956.
Com esses resultados, o dólar acumulou:
- queda de 1,68% na semana;
- recuo de 2,43% no mês;
- perdas de 7,83% no ano.
Ibovespa
No mesmo horário, o Ibovespa subia 0,57%, alcançando 128.947 pontos. Na sexta, o índice registrou alta de 2,70%, totalizando 128.219 pontos.
Com isso, o Ibovespa acumulou:
- alta de 2,89% na semana;
- ganho de 1,65% no mês;
- alta de 6,60% no ano.
Tendências e Projeções
A semana começou com o mercado brasileiro repercutindo novos indicadores da atividade econômica, destacando o forte crescimento da economia em 2024. Apesar disso, especialistas esperam uma desaceleração em 2025 devido às altas recentes da taxa Selic, que atualmente está em 13,25% e deve continuar subindo nos próximos meses.
Juros elevados tornam o crédito mais caro, o que tende a reduzir o consumo das famílias, principal motor da economia. Rafael Perez, economista da Suno Research, comentou que diversos fatores impulsionaram a atividade econômica em 2024, como a taxa de desemprego em mínimas históricas, aumento dos salários, melhores condições de acesso ao crédito e elevação dos benefícios sociais. No entanto, o último trimestre do ano passado já indicava um esgotamento desses vetores.
O Boletim Focus, relatório semanal do Banco Central que reúne projeções de economistas do mercado financeiro, mostrou uma redução nas expectativas para o PIB deste ano, caindo de 2,03% para 2,01%. As projeções para a taxa Selic indicam juros a 15% ao ano até o fim de 2025.
Inflação e Metas
Apesar da perspectiva de juros altos por mais tempo, as projeções para a inflação anual também subiram, de 5,58% para 5,60% em uma semana. A inflação está acima da meta do Banco Central, que é de 3% a partir de 2025, considerando uma oscilação entre 1,5% e 4,5%.
O Banco Central calibra os juros para tentar manter a inflação dentro do intervalo existente. A Selic demora de seis a 18 meses para ter impacto pleno na economia, e atualmente o BC mira na expectativa de inflação calculada em 12 meses até meados de 2026. Para 2026, a expectativa de inflação subiu de 4,30% para 4,35%, marcando o oitavo aumento consecutivo no indicador.
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