Dólar Sobe para R$ 5,75 Após Declarações de Haddad e Marinho e de Olho em Lula; Ibovespa Cai
O dólar ganhou força na tarde desta segunda-feira (24), fechando em alta de 0,43%, cotado a R$ 5,75. Investidores reagiram às declarações dos ministros da Fazenda, Fernando Haddad, e do Trabalho, Luiz Marinho, durante um evento da B3. Haddad afirmou que “não existe um ajuste fiscal possível” sem o crescimento da economia e destacou a necessidade de investimentos públicos além do arcabouço fiscal.
Impacto das Declarações no Mercado
As falas dos ministros se somam aos recentes posicionamentos do presidente Luiz Inácio Lula da Silva sobre a necessidade de baixar os preços dos alimentos, voltando a colocar os holofotes do mercado sobre o quadro fiscal do país. O mercado também está atento ao pronunciamento nacional de Lula, previsto para as 20h30 desta segunda-feira, além das declarações de Marinho sobre o Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged).
Contexto Internacional
O cenário geopolítico internacional também influenciou os mercados, com negociações para o fim da guerra na Ucrânia. O presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, manifestou disposição em deixar o cargo se isso contribuir para um acordo de paz e a entrada da Ucrânia na Otan. Além disso, na Alemanha, a vitória da união de partidos conservadores nas eleições parlamentares trouxe uma reação positiva dos investidores.
Resumo dos Mercados
No fechamento da sessão, o dólar avançou 0,43%, cotado a R$ 5,7554, acumulando alta de 0,43% na semana e recuo de 1,40% no mês. Já o Ibovespa, principal índice acionário da bolsa de valores brasileira, caiu 1,36%, encerrando aos 125.401 pontos. O índice acumulou queda de 1,36% na semana e perdas de 0,58% no mês, mas ainda registra alta de 4,25% no ano.
Análise dos Próximos Passos
O mercado inicia a última semana de fevereiro focado no quadro fiscal do Brasil e nas notícias geopolíticas internacionais. As atenções estão voltadas para o discurso de Lula e para a participação de Haddad em eventos econômicos. As falas de Haddad sobre a impossibilidade de um ajuste fiscal sem crescimento econômico e a determinação de equilibrar as contas públicas sem penalizar os mais pobres são pontos-chave.
Além disso, o mercado monitora as declarações de Marinho sobre a criação de 100 mil vagas formais em janeiro, aguardando o relatório do Caged na quarta-feira. A criação de empregos acima do esperado pode pressionar a inflação e influenciar as decisões do Comitê de Política Monetária (Copom) sobre os juros.
Indicadores e Cenário Geopolítico
Na agenda de indicadores, o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulgará o IPCA-15 de fevereiro, considerado a prévia da inflação oficial, na terça-feira. Novos dados do mercado de trabalho serão divulgados na quarta e quinta-feira. No exterior, a possível resolução do conflito na Ucrânia e as eleições na Alemanha também impactam os mercados.
O fim da guerra na Ucrânia pode trazer alívio econômico para diversas cadeias produtivas, enquanto a vitória dos conservadores na Alemanha indica mudanças políticas e econômicas. A semana também trará dados importantes dos EUA, como o PIB do quarto trimestre e novos números de emprego e inflação.
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