Economia Brasileira em 2025: Secretário de Haddad Descarta Recessão Técnica

O secretário de Política Econômica do Ministério da Fazenda, Guilherme Mello, afirmou que não há previsão de recessão técnica em 2025, apesar das expectativas de algumas instituições financeiras. Segundo Mello, os dois primeiros trimestres do ano devem manter um ritmo de crescimento, com estabilidade na segunda metade do ano. A previsão de crescimento da economia foi ajustada para 2,3%, refletindo o impacto da política monetária e fiscal.

Por Redação gl - Economia
Atualizado em 13/02/2025 às 7:33 pm

Secretário de Haddad Afirma que Não Haverá Recessão Técnica em 2025

Guilherme Mello, secretário de Política Econômica do Ministério da Fazenda, declarou nesta quinta-feira (13/2) que a pasta não prevê um cenário de recessão técnica em 2025, situação caracterizada por dois trimestres consecutivos de queda do Produto Interno Bruto (PIB).

Análise Econômica

De acordo com Mello, ao menos seis instituições financeiras, incluindo Bradesco, Banco BV, Ativa Investimentos, Monte Bravo, Nova Futura e Tendências, indicaram essa possibilidade no segundo semestre de 2025. Entretanto, Mello ressaltou: “Os dois primeiros trimestres do ano ainda terão um ritmo de crescimento importante, impulsionado pelas atividades não cíclicas. Na última metade do ano, a atividade deve se estabilizar, mas não enxergamos um cenário de recessão técnica em 2025.”

Definindo Recessão Técnica

Recessão técnica ocorre quando há dois trimestres consecutivos de queda do PIB, indicando uma perda no valor dos bens e serviços do país por um período mínimo de seis meses. É mensurada pela sequência de reduções do PIB, que serve como indicador da evolução econômica. A última recessão técnica no Brasil ocorreu em 2021, com PIB negativo no terceiro e quarto trimestres. Anteriormente, o país enfrentou recessão técnica nos dois primeiros trimestres de 2020, devido à pandemia de Covid-19.

Projeções de Crescimento

A Secretaria de Política Econômica revisou a projeção de crescimento da economia brasileira para 2025, reduzindo de 2,5% para 2,3%. Esta desaceleração reflete o ciclo contracionista da política monetária e fiscal. O aumento da taxa de juros básica (Selic) e o cenário externo foram fatores determinantes para a expectativa de menor expansão econômica em 2025.

Embora o Ministério da Fazenda preveja uma desaceleração dos setores de indústria e serviços, a produção agropecuária deve mitigar parcialmente esse impacto. O aumento da taxa Selic e o cenário global são vistos como principais fatores para a desaceleração econômica prevista para 2025.

Entendendo Recessão

Recessão é caracterizada pela queda generalizada da atividade econômica, com indicadores negativos, aumento do desemprego, baixa produção e consumo. Se a maioria dos indicadores econômicos apresentar sucessivas quedas, configura-se uma recessão, independentemente da variação do PIB. Os indicadores observados incluem dados do mercado de trabalho, atividade industrial e vendas do comércio.

Desempenho Econômico em 2024

Segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o PIB do Brasil foi positivo nos três primeiros trimestres de 2024, com crescimento de 0,8% no primeiro trimestre, 1,4% no segundo e 0,9% no terceiro. O resultado do quarto trimestre e os dados consolidados de 2024 serão divulgados em março, com expectativa de crescimento anual de cerca de 3,5%.

Para 2025, alguns analistas de mercado projetam retração do PIB entre o segundo e quarto trimestres. Se ocorrerem duas quedas trimestrais consecutivas, o país poderá enfrentar uma recessão técnica novamente.

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