Eduardo Bolsonaro Permanece nos EUA e Se Licencia da Câmara
O deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP) anunciou nesta terça-feira (18/3) que decidiu permanecer nos Estados Unidos e se licenciar do mandato parlamentar na Câmara por quatro meses. A decisão ocorre em meio a um pedido do PT ao Supremo Tribunal Federal (STF) para apreensão de seu passaporte, sob a acusação de crimes contra a soberania nacional.
Declaração de Eduardo Bolsonaro
Em um vídeo publicado nas redes sociais, Eduardo justificou sua decisão afirmando que não se submeterá ao que chamou de “regime de exceção”. “Não irei me acovardar, não irei me submeter ao regime de exceção e aos seus truques sujos. Irei me licenciar, sem remuneração, para que possa me dedicar integralmente e buscar as devidas sanções aos violadores de direitos humanos”, declarou.
O parlamentar também revelou temer ser preso por ordem do ministro Alexandre de Moraes, relator do caso no STF. “Nunca imaginei que eu faria uma mala de 7 dias para não mais voltar para casa (…) Meu trabalho é muito mais importante aqui nos Estados Unidos do que no Brasil”, afirmou.
Impacto na Comissão de Relações Exteriores
A Comissão de Relações Exteriores, que seria presidida por Eduardo, terá agora o deputado Zucco (PL-RS) como líder. Segundo Eduardo, Zucco manterá o diálogo institucional com o governo Trump e fortalecerá as relações com países democráticos. A mudança foi confirmada pelo líder do PL na Câmara, Sóstenes Cavalcante, que afirmou que a estratégia do partido será revista após a decisão de Eduardo.
Contexto e Repercussões
Eduardo Bolsonaro está nos Estados Unidos desde 27 de fevereiro, mesmo dia em que o PT apresentou ao STF o pedido de apreensão de seu passaporte. A ação alega que o deputado cometeu crimes ao criticar o Judiciário brasileiro no exterior. O ministro Alexandre de Moraes encaminhou o caso à Procuradoria-Geral da República (PGR), mas o procurador-geral Paulo Gonet optou por não cumprir o prazo inicial para se manifestar.
A ausência de Eduardo também foi notada na manifestação liderada por seu pai, Jair Bolsonaro, no último domingo (16/3), no Rio de Janeiro, em defesa da anistia aos condenados pelos atos de 8 de janeiro. A decisão de permanecer nos EUA e se licenciar do mandato gerou debates sobre suas intenções e o impacto político de sua ausência no Brasil.
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