Empresa de Roupas Liberated Brands Declara Falência nos EUA
A Liberated Brands, empresa que administra lojas de marcas renomadas como Quiksilver, Billabong e Volcom, entrou com pedido de falência nos Estados Unidos. O pedido foi registrado no tribunal de Delaware, no último domingo (2), com base no Capítulo 11 da Lei de Falências americana. A empresa planeja fechar todas as suas lojas físicas no país.
Impactos e Fechamentos
Com sede na Califórnia, a Liberated Brands anunciou que irá encerrar suas operações nos EUA, enfrentando uma série de desafios econômicos, problemas na cadeia de suprimentos e uma forte concorrência das marcas de “fast fashion”. Segundo a empresa, “A equipe da Liberated trabalhou incansavelmente no último ano para impulsionar essas marcas icônicas, mas uma economia global volátil, mudanças nos gastos dos consumidores em meio ao aumento do custo de vida e pressões inflacionárias afetaram fortemente a empresa”.
De acordo com os documentos apresentados ao tribunal, a empresa decidiu fechar todas as 124 lojas físicas nos EUA, além de seus escritórios corporativos, resultando na demissão de quase 1,4 mil funcionários. O processo de liquidação já está em andamento, e mais de 100 lojas serão fechadas após a conclusão. A situação de nove lojas no Havaí ainda está em negociação.
Continuidade das Marcas
Apesar dos fechamentos, marcas populares como Quiksilver, Billabong e Volcom continuarão a existir. Essas e outras marcas são de propriedade do Authentic Brands Group, que fez parceria com a Liberated para licenciar as operações nos EUA. A Authentic confirmou que todas as licenças anteriormente detidas pela Liberated foram transferidas para novos parceiros antes do pedido de falência.
“Nós temos trabalhado de perto com a Liberated Brands para realizar uma transição cuidadosa das principais licenças para operadores confiáveis dentro da nossa rede”, afirmou David Brooks, vice-presidente executivo de esportes de ação da Authentic. Brooks acrescentou que a rede de lojas da Liberated nos EUA estava “superdimensionada” e “sobrecarregada com locais desatualizados e de baixo desempenho”. Ele sugeriu que, no futuro, as lojas físicas serão racionalizadas, possivelmente com uma presença mais forte por meio de lojas de departamentos ou plataformas de e-commerce.
Desafios Econômicos e Pandemia
Durante a pandemia de Covid-19, a Liberated Brands viu um aumento na demanda por roupas para atividades ao ar livre e de lazer. No entanto, a empresa enfrentou grandes desafios econômicos, como inflação, interrupções na cadeia de suprimentos e queda na demanda dos consumidores, conforme explicou o CEO da Liberated, Todd Hymel. Essa “combinação de choques macroeconômicos” resultou em uma “combinação fatal de receita significativamente mais baixa”.
Hymel destacou que o varejo físico continuou a enfrentar dificuldades após o aumento nas compras online durante a pandemia. Além disso, ele mencionou o impacto da “moda rápida” na indústria: “Os consumidores podem, de forma barata, rápida e fácil, encomendar roupas de baixa qualidade de gigantes de fast fashion e ter esses produtos entregues em questão de dias”, observou Hymel, apontando que a Liberated e outras empresas “sofreram com margens de lucro reduzidas após perderem parte de sua participação no mercado e poder de precificação para a fast fashion.”
Importante: A Liberated Brands vendeu roupas para clientes em mais de 100 países até o momento. Os documentos de falência indicam que a empresa opera atualmente sedes regionais na América do Norte, Europa, Japão e Austrália. Além de encerrar seus negócios na América do Norte, a empresa também prevê uma ou mais vendas de outras operações ao redor do mundo, “seja com continuidade operacional ou com base em liquidação.”
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