Glauber Braga no Conselho de Ética: Cassação, Defesa Polêmica e Repercussão Política na Câmara

O Conselho de Ética recomendou a cassação do mandato de Glauber Braga após acusações de agressão contra um militante do MBL. O caso, marcado por conflitos físicos e verbais, segue para votação no plenário da Câmara, onde são necessários 257 votos para confirmar a decisão.

Por Redação gl - Política
Atualizado em 02/04/2025 às 2:52 pm

Conselho de Ética Recomenda Cassação de Glauber Braga Após Conflito com Militante do MBL

O Conselho de Ética da Câmara dos Deputados avançou no processo contra o deputado Glauber Braga (PSOL-RJ), com o relator Paulo Magalhães (PSD-BA) recomendando a cassação do mandato do parlamentar. A decisão foi baseada em um episódio ocorrido em abril de 2024, quando Glauber foi acusado de agredir fisicamente um militante do Movimento Brasil Livre (MBL) nas dependências da Câmara.

O Caso e as Acusações

O incidente envolveu uma discussão acalorada entre Glauber Braga e Gabriel Costenaro, membro do MBL, que evoluiu para empurrões e chutes. O conflito começou dentro de um dos anexos da Câmara e precisou ser contido por policiais legislativos. Posteriormente, no Departamento de Polícia Legislativa (Depol), Glauber também se desentendeu com o deputado Kim Kataguiri (União-SP), trocando empurrões e acusações.

O relator Paulo Magalhães afirmou que as ações de Glauber foram “desproporcionais e injustificadas”, destacando que o parlamentar abusou de suas prerrogativas. “As agressões físicas e verbais não apenas ferem a integridade dos envolvidos, mas também comprometem a honra e a dignidade do Parlamento”, declarou Magalhães em seu parecer.

Próximos Passos

A votação do parecer foi adiada a pedido do deputado Chico Alencar (PSOL-RJ) e deve ocorrer na próxima semana. Caso o Conselho de Ética aprove a recomendação, a decisão será encaminhada ao plenário da Câmara, onde são necessários 257 votos favoráveis para a cassação do mandato de Glauber Braga.

Defesa e Polêmicas

Em sua defesa, Glauber Braga negou que suas ações tenham sido injustificadas, alegando que reagiu a provocações e defendeu a honra de sua mãe, falecida pouco tempo após o incidente. O parlamentar também acusou o relator de agir sob influência do ex-presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL), chamando o relatório de “comprado”.

O processo gerou manifestações intensas durante as sessões do Conselho de Ética. Apoiadores de Glauber protestaram contra a recomendação de cassação, enquanto opositores o acusaram de conduta incompatível com o cargo. O presidente do Conselho, Leur Lomanto Jr. (União-BA), precisou intervir para conter os ânimos.

Histórico do Conselho de Ética

Desde sua criação em 2001, o Conselho de Ética já recomendou a perda de mandato de 24 parlamentares, mas apenas oito dessas decisões foram confirmadas pelo plenário. O caso de Glauber Braga pode se tornar mais um capítulo polêmico na história do órgão, destacando os desafios de manter a integridade no ambiente legislativo.

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