Governo planeja juros mais baixos no Plano Safra para conter alta dos alimentos, afirma ministro

O governo estuda incentivar produtos específicos com taxas de juros mais baixas no Plano Safra 2025, anunciou o ministro da Agricultura, Carlos Fávaro. A medida visa conter a inflação dos alimentos, focando em cultivos como arroz, feijão e hortifruti. A alta da taxa Selic, prevista para 13,25%, dificulta a oferta de juros atrativos para todo o plano. O governo também analisa reduzir a taxa de importação de alguns produtos e captar recursos internacionais para financiar a produção agrícola.

Por Redação gl - Política
Atualizado em 29/01/2025 às 3:19 pm

Governo planeja juros mais baixos no Plano Safra para conter alta dos alimentos, afirma ministro

O ministro da Agricultura, Carlos Fávaro, anunciou nesta quarta-feira que o governo está estudando a possibilidade de incentivar produtos específicos com taxas de juros mais baixas no Plano Safra 2025. A medida visa conter a inflação dos alimentos, focando em cultivos como arroz, feijão e hortifruti.

Incentivos para Produtos Específicos

De acordo com Fávaro, a alta da taxa Selic impede a oferta de juros atrativos para todo o Plano Safra. Portanto, a estratégia é direcionar os incentivos para produtos essenciais. “Vamos ver o que é importante: arroz, feijão, hortifruti. Ser mais estimulado para o produtor fale assim: ‘olha, ao invés de plantar isso, plantar aquilo, o que vai ter mais estímulo eu vou produzir mais.’ E isso ajuda a conter a inflação”, declarou o ministro.

Taxas Diferenciadas por Cultivo

A taxa diferenciada por cultivo já existe no Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf), administrado pelo Ministério de Desenvolvimento Agrário. “Nós vamos estudar como poderia fazer isso também para o Pronamp [Programa Nacional de Apoio ao Médio Produtor Rural]. Mas é incipiente, estamos começando a estudar”, disse Fávaro após uma reunião com o ministro da Fazenda, Fernando Haddad.

Desafios da Selic Alta

A alta da taxa básica de juros, a Selic, representa um desafio para o governo subsidiar a produção agrícola a juros mais baixos. Economistas projetam que a Selic deve aumentar novamente, alcançando 13,25%. O ministro também mencionou a possibilidade de ampliar a utilização das Letras de Crédito do Agronegócio (LCAs) para financiamento da produção.

Captação de Recursos Internacionais

Fávaro mencionou a captação de recursos internacionais, com leilão “nos próximos meses”. O objetivo é captar recursos para custeio, aliado a boas práticas ambientais. A reunião com o Ministério da Fazenda deve continuar na quinta-feira (30), com a participação da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) e do Ministério do Desenvolvimento Agrário.

Redução da Taxa de Importação

O governo ainda analisa a possibilidade de reduzir a taxa de importação para alguns produtos, diante da alta no preço dos alimentos. “Caso tenha possibilidade, sem afetar a produção interna, mas que garanta estabilidade”, declarou Fávaro. Ele destacou que o governo não vai tomar medidas “pirotécnicas” em relação ao preço dos alimentos, apenas ações “pontuais”.

Supersafra e Medidas Concretas

Fávaro afirmou que o governo espera uma supersafra como resultado de um Plano Safra generoso, que estimulou a produção. “Será que essa supersafra não é porque fizemos um Plano Safra bastante generoso, que estimulou a produção? E podemos fazer melhor, fazer mais, isso é medida concreta”, concluiu.

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