Guerra Comercial: Como Canadá, China e México Contra-Atacam Tarifas de Importação dos EUA

O Canadá, a China e o México adotaram medidas de retaliação às tarifas de importação impostas pelos EUA, liderados por Donald Trump. O Canadá anunciou tarifas de 25% sobre US$ 107 bilhões em produtos americanos, enquanto a China aplicou taxas adicionais de até 15% em exportações agrícolas dos EUA e restringiu atividades de empresas norte-americanas. Já o México, por sua vez, prometeu retaliar, afirmando que as tarifas de 25% são injustificadas, mesmo após a colaboração em questões de segurança e migração. As tensões aumentam a possibilidade de uma nova guerra comercial, com impactos nos mercados globais e preocupação entre economistas.

Por Redação gl - Economia
Atualizado em 04/03/2025 às 2:19 pm

Canadá, China e México Reagem com Tarifas a Produtos dos EUA Após Medidas de Trump

O Canadá, a China e o México anunciaram novas tarifas de importação sobre produtos dos Estados Unidos em resposta às medidas impostas pelo presidente Donald Trump. As tarifas norte-americanas, que incluem uma taxa de 25% sobre importações do Canadá e México, começaram a valer nesta terça-feira (4). Para a China, foi aplicada uma taxa adicional de 10%.

Resposta do Canadá

O Canadá foi o primeiro a reagir, com o primeiro-ministro Justin Trudeau anunciando tarifas de 25% sobre US$ 107 bilhões em produtos americanos. “Nossas tarifas permanecerão em vigor até que a ação comercial dos EUA seja retirada”, afirmou Trudeau. Parte das medidas entrou em vigor imediatamente, enquanto o restante será implementado em até 21 dias. O governo canadense também estuda medidas não tarifárias para mitigar os impactos.

China Intensifica Retaliação

A China respondeu com tarifas adicionais de 10% a 15% sobre produtos agrícolas dos EUA, como soja, carne suína e laticínios, além de restrições a 25 empresas americanas por “motivos de segurança nacional”. Pequim também adicionou empresas americanas à sua lista de controle de exportação e suspendeu licenças de importação de alguns produtos. “Tentar exercer pressão extrema sobre a China é um erro de cálculo”, declarou um porta-voz do governo chinês.

Posição do México

A presidente mexicana, Claudia Sheinbaum, condenou as tarifas impostas pelos EUA e prometeu retaliação. “Não há justificativa para esta decisão que prejudica nossas nações”, afirmou Sheinbaum, destacando a colaboração do México em questões de segurança e migração. Detalhes sobre as medidas mexicanas serão divulgados no próximo domingo (9).

Impactos Econômicos e Comerciais

As medidas de retaliação refletem a escalada das tensões comerciais entre os países. Analistas alertam para o risco de uma guerra comercial total, especialmente entre EUA e China, as duas maiores economias do mundo. As tarifas também geram preocupações sobre inflação e volatilidade nos mercados globais. Na Europa e Ásia, ações de montadoras e outros setores sensíveis às tarifas registraram quedas significativas.

Enquanto isso, o presidente Trump defendeu as tarifas como uma ferramenta poderosa para corrigir desequilíbrios comerciais. “Agora estamos usando-as para consertar o que aflige nosso país”, declarou Trump. No entanto, especialistas apontam que a imprevisibilidade das políticas tarifárias pode desestabilizar ainda mais a economia global.

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