Haddad Minimiza Alta da Selic e Destaca Continuidade de Decisões do Banco Central
O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, comentou nesta quinta-feira (20) o aumento da taxa básica de juros, anunciado pelo Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central (BC). A Selic subiu para 14,25%, igualando o nível registrado durante a crise econômica de 2016, no governo Dilma Rousseff. A medida visa conter a inflação em um cenário de economia aquecida, mas também encarece o crédito e impacta o consumo.
Decisão Herdada e Continuidade
Haddad afirmou que o aumento já estava “contratado” desde a última reunião do Copom em 2024, ainda sob a presidência de Roberto Campos Neto, indicado pelo governo anterior. “Você não pode na presidência do BC dar um cavalo de pau depois que assumiu. É uma coisa muito delicada”, declarou o ministro, destacando que a nova diretoria, liderada por Gabriel Galípolo, está seguindo compromissos previamente estabelecidos.
O ministro também ressaltou que tanto o Banco Central quanto o Executivo têm metas exigentes a cumprir. “O BC tem a meta de inflação, assim como eu tenho a meta fiscal. São desafios que exigem esforço conjunto”, pontuou Haddad.
Postura Alinhada ao Governo Lula
As declarações de Haddad refletem a postura adotada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva desde o início de seu mandato em 2023. Lula tem defendido a redução dos juros como forma de estimular o crescimento econômico, mas reconheceu, em ocasiões anteriores, que a nova gestão do BC precisa lidar com decisões herdadas.
Na primeira reunião do Copom sob o comando de Galípolo, em janeiro, Lula afirmou que “não se pode dar um cavalo de pau num mar revolto de uma hora para outra”, justificando a continuidade das elevações da Selic.
Próximos Passos
O Copom indicou que um novo aumento da Selic pode ocorrer em maio, embora de menor magnitude. A decisão será acompanhada de perto, já que o governo busca equilibrar o controle da inflação com a necessidade de impulsionar a economia.
Enquanto isso, o mercado segue atento às ações do Banco Central e do Ministério da Fazenda, que trabalham para cumprir suas metas fiscais e econômicas em um cenário desafiador.
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