Inflação em Alta: Como a Energia Elétrica Elevou o IPCA a Recordes em Fevereiro

O IPCA registrou alta de 1,31% em fevereiro, impulsionado pelo aumento de 16,80% na energia elétrica residencial após o fim do Bônus de Itaipu. Este é o maior índice para o mês desde 2003, refletindo também reajustes em combustíveis, mensalidades escolares e outros serviços.

Por Redação gl - Economia
Atualizado em 12/03/2025 às 3:53 pm

IPCA de Fevereiro Sobe 1,31% com Alta de Energia Elétrica e Pressiona Inflação

O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) registrou avanço de 1,31% em fevereiro, o maior valor para o mês desde 2003, segundo dados divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O principal fator para o aumento foi o reajuste nos preços de energia elétrica residencial, que subiram 16,80%, impactando diretamente o grupo de Habitação.

Impacto do Bônus de Itaipu

A alta expressiva na conta de luz é explicada pela normalização dos preços após a aplicação do Bônus de Itaipu em janeiro, que proporcionou descontos de até R$ 49 para cerca de 78 milhões de consumidores. Naquele mês, os preços de energia haviam registrado uma deflação de 14,21%, mas a remoção do desconto fez com que os custos retornassem aos patamares normais em fevereiro.

Além disso, as taxas de água e esgoto também registraram aumento de 0,14% em cidades como Campo Grande e Belo Horizonte, contribuindo para a elevação do grupo de Habitação, que teve impacto de 0,65 ponto percentual no IPCA do mês.

Outros Grupos com Alta

Embora Habitação tenha sido o grupo de maior impacto, Educação apresentou a maior alta percentual, com crescimento de 4,70%, impulsionado pelos reajustes nas mensalidades escolares. Já Alimentação e Bebidas tiveram aumento de 0,70%, desacelerando em relação a janeiro, com quedas nos preços da batata inglesa (-4,10%) e do arroz (-1,61%), mas com altas no ovo de galinha (15,39%) e café moído (10,77%).

No grupo de Transportes, os preços dos combustíveis subiram, como o diesel (4,35%) e a gasolina (2,78%), enquanto o gás veicular teve leve queda de 0,52%. Reajustes nos transportes públicos também contribuíram para o aumento de 0,61% do grupo.

Acumulados e Inflação de Serviços

Com o resultado de fevereiro, o IPCA acumula alta de 1,47% no ano e 5,06% nos últimos 12 meses, acima do teto da meta de inflação do Banco Central, de 4,50%. Entre os itens monitorados, a energia elétrica e os combustíveis lideraram as altas, com inflação de preços administrados chegando a 3,16% no mês.

A inflação de serviços, determinada pela demanda de mercado, também apresentou elevação de 0,82%, com destaque para aumentos em mensalidades escolares, serviços de beleza e hospedagem. Segundo o IBGE, o mercado de trabalho aquecido mantém pressão sobre os preços, o que pode levar o Banco Central a promover novos aumentos na taxa Selic, atualmente em 13,25% ao ano.

INPC Também Avança

O Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC), utilizado como referência para reajustes do salário mínimo, subiu 1,48% em fevereiro, acumulando alta de 4,87% em 12 meses. O aumento reforça os desafios inflacionários enfrentados pelo Brasil, especialmente para famílias de menor renda.

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