PIB da Argentina Cai 1,7% em 2024 no Primeiro Ano de Governo de Javier Milei
O Produto Interno Bruto (PIB) da Argentina registrou uma queda de 1,7% em 2024, conforme divulgado pelo Instituto Nacional de Estatísticas e Censos (Indec) nesta quarta-feira (19). Este é o primeiro resultado anual da economia sob o governo de Javier Milei, marcado por políticas econômicas rigorosas e cortes de gastos conhecidos como “Plano Motosserra”.
Impactos do Plano Motosserra
O “Plano Motosserra” foi implementado com o objetivo de combater a inflação crônica, que alcançou 211,4% no acumulado de 12 meses até o final de 2023. Entre as medidas adotadas, destacam-se:
- Eliminação de subsídios para serviços básicos, como luz e transporte público;
- Fim do controle de preços em produtos essenciais;
- Congelamento de obras públicas e demissões no setor público;
- Privatizações e abertura econômica para exportações e importações.
Embora essas ações tenham causado um choque inicial, com inflação atingindo 287,9% em março de 2024, o índice começou a desacelerar a partir de abril, encerrando o ano em 117,8%. O controle da inflação trouxe sinais de estabilização econômica, mas à custa de uma contração no consumo e aumento da pobreza, que atingiu 52,9% da população no primeiro semestre de 2024.
Recuperação no Segundo Semestre
Apesar da retração anual, o segundo semestre de 2024 apresentou sinais de recuperação. O PIB cresceu 4,3% no terceiro trimestre e 1,4% no quarto, interrompendo a recessão técnica vivida no início do ano. Esses resultados refletem uma leve retomada da confiança dos consumidores e ajustes econômicos que começaram a surtir efeito.
Desafios para 2025
Para 2025, o governo Milei enfrenta o desafio de atrair investimentos estrangeiros e manter o apoio popular. Segundo o analista financeiro Luis de Dominicis, “a paciência da população dependerá da continuidade da recuperação econômica”. Com eleições legislativas previstas para o ano, a composição do Congresso será crucial para a aprovação de novas medidas econômicas.
Embora o cenário ainda seja desafiador, a redução da inflação e os primeiros sinais de estabilização econômica trazem otimismo moderado para o futuro da Argentina.
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