Ministro Defende Exploração de Gás de Xisto no Brasil Apesar de Riscos Ambientais

O ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, defendeu a exploração de gás de xisto no Brasil durante um evento, ressaltando a necessidade de reduzir a dependência de importações. Apesar dos riscos ambientais associados à técnica de fraturamento hidráulico, ele argumenta que o avanço na produção interna pode trazer benefícios econômicos significativos.

Por Redação gl - Economia
Atualizado em 25/02/2025 às 4:43 pm

Ministro Defende Exploração de Gás de Xisto no Brasil Apesar de Riscos Ambientais

O ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, destacou nesta terça-feira (25) a importância de avançar na exploração de gás de xisto no Brasil, mesmo diante dos riscos ambientais. Durante evento do BTG Pactual em São Paulo, ele ressaltou a necessidade de aumentar a produção interna para reduzir a dependência do gás natural importado da Argentina, obtido por fraturamento hidráulico.

O que é Gás de Xisto?

Conhecido popularmente como “gás de xisto”, o gás natural não convencional é extraído de rochas com baixa permeabilidade e porosidade. O processo envolve a técnica de fraturamento hidráulico, que cria fissuras nas rochas para permitir o fluxo do gás e petróleo. Embora eficiente, essa técnica possui riscos ambientais, incluindo possíveis tremores de terra, contaminação de lençóis freáticos e consumo excessivo de água.

Plano para Exploração no Brasil

A exploração do gás de xisto visa aumentar a disponibilidade desse recurso no Brasil. O grupo de trabalho “Gás para Empregar” identificou formas de incentivar a produção e desenvolver a indústria. Entre as soluções sugeridas está a retirada da competência do Ibama para licenciamento ambiental de recursos não convencionais em terra, transferindo essa responsabilidade para as secretarias estaduais de meio ambiente.

Atualmente, o Ibama é responsável por conceder licenças ambientais para atividades de petróleo e gás natural, incluindo a produção de recursos não convencionais. Com a mudança proposta, as secretarias estaduais assumiriam o licenciamento da produção, enquanto a exploração (etapa anterior à produção) já é de competência estadual.

Riscos e Benefícios

Embora a produção de gás de xisto ainda não ocorra no Brasil, a proposta enfrenta resistência devido aos potenciais impactos ambientais. Em 2020, foi criado um programa para perfuração e monitoramento de um poço, gerando dados sobre a técnica e seus impactos. No entanto, o poço ainda não foi perfurado.

Defensores da exploração argumentam que aumentar a produção de gás de xisto pode trazer benefícios econômicos e reduzir a dependência de importações. Contudo, é essencial garantir que as práticas sejam realizadas com “a maior segurança ambiental possível”, como afirmou Silveira.

Enquanto isso, a discussão sobre o futuro da exploração de gás de xisto no Brasil continua, com o governo e especialistas pesando os riscos e benefícios dessa técnica controversa.

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