Moraes Autoriza Transferência de Militar Envolvido em Trama Golpista para Manaus
O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), autorizou nesta terça-feira (4) a transferência do tenente-coronel do Exército Hélio Ferreira Lima, de Brasília para Manaus. Hélio, um dos envolvidos na Operação Contragolpe, é suspeito de participar de um plano para assassinar o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, o vice Geraldo Alckmin e o próprio ministro Moraes.
Transferência para Manaus
Inicialmente detido no Rio de Janeiro, Hélio Ferreira Lima foi transferido para Brasília em 4 de dezembro de 2024. Atualmente, ele está preso no Comando Militar do Planalto e solicitou a transferência para Manaus para ficar mais próximo de sua família. O Comando Militar da Amazônia confirmou a disponibilidade de uma vaga perto da residência do preso, com as condições necessárias para o cumprimento da prisão domiciliar.
Conforme a decisão de Moraes, Hélio será transferido para o 7º Batalhão de Polícia do Exército, em Manaus. “Defiro os requerimentos e autorizo a transferência do custodiado Tenente-Coronel Hélio Ferreira Lima para o 7º Batalhão de Polícia do Exército, localizado em Manaus/AM. Comunique-se ao Comandante do Comando Militar da Amazônia, General Ricardo Augusto Ferreira Costa Neves. Oficie-se ao 7º Batalhão de Polícia do Exército, localizado em Manaus/AM. Intimem-se os advogados regularmente constituídos”, declara a decisão.
Contexto da Prisão
Hélio Ferreira Lima foi preso preventivamente em novembro de 2022, no âmbito da Operação Contragolpe da Polícia Federal. Ele e outros militares, além de um policial federal, são acusados de planejar a prisão e assassinato de Lula, Alckmin e Moraes. As investigações revelaram que a organização criminosa utilizou conhecimentos técnico-militares avançados para coordenar ações ilícitas entre novembro e dezembro de 2022, com o objetivo de impedir a posse do governo democraticamente eleito e restringir o exercício do Poder Judiciário.
Detalhes do Plano
De acordo com a Polícia Federal, o grupo tinha um planejamento operacional detalhado, denominado “Punhal Verde e Amarelo”, previsto para ser executado em 15 de dezembro de 2022. Esse plano visava matar Lula e Alckmin, que já haviam sido eleitos.
Em novembro, cinco pessoas foram presas com autorização do Supremo Tribunal Federal:
- Quatro militares do Exército ligados às Forças Especiais: general de brigada Mario Fernandes (na reserva), tenente-coronel Hélio Ferreira Lima, major Rodrigo Bezerra Azevedo e major Rafael Martins de Oliveira.
- Um policial federal: Wladimir Matos Soares.
Na última segunda-feira (2), Moraes também autorizou a transferência de Mario Fernandes e Rodrigo Bezerra Azevedo para Brasília.
As investigações apontam que Mario Fernandes foi responsável pela criação dos arquivos contendo os planos de assassinato e pela instituição de um gabinete de crise a ser montado após a execução do plano. A Polícia Federal destaca que ele participou dos acampamentos golpistas em dezembro, enquanto ainda ocupava o cargo de chefe substituto da Secretaria Geral da Presidência da República, mantendo estreita proximidade com o então presidente Jair Bolsonaro.
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