ONU critica saída de Israel do Conselho de Direitos Humanos: “Arrogância e falta de reconhecimento”

A decisão de Israel de deixar o Conselho de Direitos Humanos da ONU foi considerada "extremamente grave" pela relatora especial da ONU para os territórios palestinos ocupados, Francesca Albanese. O país alegou ser alvo de "viés institucional" e seguiu os Estados Unidos, que também saíram do Conselho. A relatora criticou a atitude de Israel, apontando "arrogância e falta de reconhecimento" pelo ocorrido nos territórios palestinos. Israel está sendo investigado pela Corte Internacional de Justiça por suposto genocídio na Faixa de Gaza, mas nega as acusações, alegando que protege seus interesses legítimos de segurança.

Por Redação gl - Mundo
Atualizado em 06/02/2025 às 6:18 pm

ONU Critica Saída de Israel do Conselho de Direitos Humanos

A decisão de Israel de deixar o Conselho de Direitos Humanos da ONU, anunciada pelo chanceler Gideon Sa’ar na quarta-feira (5/2), foi considerada “extremamente grave” pela relatora especial da ONU para os territórios palestinos ocupados, Francesca Albanese.

O anúncio veio após a mesma ação ter sido adotada pelos Estados Unidos, após uma reunião entre o primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, e o presidente dos EUA, Donald Trump, na Casa Branca. Israel alega que o Conselho da ONU tem um “viés institucional” contra o país.

Saída dos EUA do Conselho da ONU

Na terça-feira (4/2), Trump declarou a saída dos EUA do Conselho de Direitos Humanos da ONU, acusando o órgão de ser anti-Israel e de envolvimento com atividades terroristas. Com essa decisão, o financiamento dos EUA para a Agência das Nações Unidas de Assistência aos Refugiados da Palestina (UNRWA) será suspenso. A UNRWA é a principal fornecedora de ajuda humanitária na Faixa de Gaza.

“Informei ao Conselho de Direitos Humanos da ONU que Israel não participará mais dele. O conselho tem permitido, consistentemente, que países que abusam dos direitos humanos escapem ao escrutínio, ao mesmo tempo que eles perseguem obsessivamente Israel, a única democracia no Médio Oriente. Juntando-se ao presidente Trump, Israel não tolerará mais o flagrante antissemitismo do Conselho. Basta!”, publicou Sa’ar em seu perfil no X, nesta quinta-feira (6/2).

Reações da ONU

Para Francesca Albanese, a decisão de Israel de sair do Conselho de Direitos Humanos demonstra “arrogância e falta de reconhecimento” pelas ações do país nos territórios palestinos. Ela criticou a postura israelense, afirmando que agem “como se não tivessem nada pelo que prestar contas”.

Função do Conselho de Direitos Humanos

O Conselho de Direitos Humanos da ONU foi estabelecido em 2006 para promover a paz e a segurança internacional, investigando possíveis violações de direitos pelos estados-membros. Desde o início do conflito na Faixa de Gaza, o Conselho emitiu constantes alertas sobre a violência de Israel contra civis palestinos. Em 2023, a UNRWA, integrante do CDHNU, foi acusada por Israel de colaborar com grupos terroristas na região, incluindo o ataque do Hamas em outubro daquele ano.

Israel está sendo investigado pela Corte Internacional de Justiça por suposto genocídio na Faixa de Gaza. Albanese expressou preocupação com o que pode ocorrer com os palestinos que vivem na Cisjordânia, agora que Israel não faz mais parte do Conselho de Direitos Humanos. Israel nega as acusações e afirma que está protegendo seus interesses legítimos de segurança.

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