Pobreza Recua na Argentina: Dados do Indec Mostram Avanços Econômicos em Meio a Desafios

A pobreza na Argentina recuou para 38,1% da população no segundo semestre de 2024, resultado das medidas econômicas do presidente Javier Milei. O controle da inflação e os ajustes fiscais reduziram a indigência e estabilizaram a economia, mas desafios permanecem para 2025.

Por Redação gl - Economia
Atualizado em 01/04/2025 às 3:58 pm

Pobreza na Argentina Recua em 2024: Impactos do Plano Econômico de Javier Milei

O número de argentinos vivendo abaixo da linha da pobreza caiu significativamente no segundo semestre de 2024, atingindo 38,1% da população, ou cerca de 11,3 milhões de pessoas. Segundo o Instituto Nacional de Estatísticas e Censos (Indec), essa redução representa uma queda de 14,8 pontos percentuais em relação ao primeiro semestre, quando a taxa era de 52,9%.

Redução da Indigência e Impactos por Faixa Etária

A taxa de indigência também apresentou melhora, caindo de 18,1% para 8,2% no segundo semestre. Os dados revelam que os mais jovens continuam sendo os mais afetados pela pobreza: 51,9% das crianças de 0 a 14 anos vivem abaixo da linha da pobreza, enquanto entre os adultos acima de 65 anos, a taxa é de apenas 16%.

Medidas Econômicas e o “Plano Motosserra”

O primeiro ano de mandato do presidente Javier Milei foi marcado por mudanças econômicas profundas. O “Plano Motosserra”, anunciado no fim de 2023, incluiu cortes drásticos de gastos públicos, eliminação de subsídios e abertura da economia para exportações e importações. Essas medidas inicialmente elevaram a inflação, que atingiu um pico de 287,9% em março de 2024, mas contribuíram para estabilizar os preços ao longo do ano.

Entre as ações mais impactantes, destacam-se:

  • Fim dos subsídios para serviços básicos como luz e transporte;
  • Congelamento de obras públicas e demissões no setor público;
  • Privatizações e abertura comercial.

Controle da Inflação e Recuperação Econômica

A partir de abril de 2024, a inflação começou a desacelerar, encerrando o ano com uma taxa anual de 117,8%. Essa estabilização permitiu que os salários acompanhassem melhor os preços, aumentando o poder de compra das famílias. Segundo o Indec, houve um aumento de 64,5% no número de famílias capazes de adquirir uma cesta básica.

Embora o PIB argentino tenha registrado uma queda de 1,7% em 2024, o segundo semestre trouxe sinais de recuperação, com avanços de 4,3% no terceiro trimestre e 1,4% no quarto.

Desafios para 2025

O presidente Milei enfrenta o desafio de atrair investimentos estrangeiros e manter sua popularidade em meio às eleições legislativas. Analistas apontam que a continuidade da recuperação econômica será crucial para garantir apoio político e consolidar os avanços obtidos em 2024.

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