Polícia inicia nova fase de operação contra grupo suspeito de oferecer ‘octilhão’ a fiéis

A Polícia Civil do Distrito Federal iniciou uma nova fase da operação contra um grupo suspeito de realizar golpes financeiros, prometendo lucros exorbitantes, como um 'octilhão' de reais, a mais de 50 mil vítimas no Brasil e no exterior. O grupo, composto por pastores, movimentou R$ 156 milhões em cinco anos, criando empresas fantasmas e contas bancárias suspeitas para convencer as vítimas a investirem em falsas operações financeiras.

Por Redação gl - Distrito Federal
Atualizado em 30/01/2025 às 4:22 pm

Polícia do DF Deflagra Nova Fase de Operação Contra Grupo de Golpistas Financeiros

Investigação revela golpes financeiros envolvendo mais de 50 mil vítimas no Brasil e no exterior

Na manhã desta quinta-feira (30), a Polícia Civil do Distrito Federal iniciou uma nova fase da operação que investiga um grupo suspeito de realizar golpes financeiros contra mais de 50 mil vítimas em todo o Brasil e no exterior. Esta fase da operação cumpriu 16 mandados de busca e apreensão contra os principais membros em atividade no Distrito Federal e seis estados: Goiás, Minas Gerais, Pará, Paraná, Santa Catarina e São Paulo.

Esquema de golpes financeiros promovido por pastores

Segundo as investigações, o grupo, composto por pastores, induzia os fiéis de suas igrejas a acreditarem que eram “abençoados a receber grandes quantias”. Utilizando uma teoria conspiratória conhecida como “Nesara Gesara”, os suspeitos prometiam lucros exorbitantes, chegando a prometer até um “octilhão” de reais. Os golpistas utilizavam redes sociais para disseminar suas falsas promessas.

Operação detecta movimentação bilionária e fraudes bancárias

Em 2023, a Polícia Civil revelou que o grupo movimentou R$ 156 milhões em cinco anos, criando 40 empresas fantasmas e utilizando mais de 800 contas bancárias suspeitas. O objetivo dos golpistas era convencer as vítimas a investirem suas economias em falsas operações financeiras ou projetos de ações humanitárias. Entre os presos na primeira fase da operação, em setembro de 2023, estava o pastor Osório José Lopes Júnior.

Promessa de retorno financeiro estratosférico

A investigação aponta que os golpistas prometiam retorno “imediato e rentabilidade estratosférica”. Um exemplo citado pelos investigadores é a promessa de que, com um depósito de R$ 25, as pessoas poderiam receber de volta o valor de um octilhão de reais, ou “investir” R$ 2 mil para ganhar 350 bilhões de centilhões de euros. Para dar aparência de veracidade, os suspeitos criavam pessoas jurídicas fantasmas e simulavam instituições financeiras digitais com alto capital social declarado.

Documentação falsa e promessas fraudulentas

As vítimas assinavam contratos falsos, com promessas de liberação de quantias desses investimentos, supostamente registrados no Banco Central e no Conselho de Controle de Atividades Financeiras (COAF). Segundo o delegado responsável pelo caso, Marco Aurélio Sepúlveda, os golpistas recebiam dinheiro dos “investidores” diariamente. As vítimas compravam “cotas” oferecidas pelos criminosos, acreditando na promessa de altos lucros futuros.

Afinal, o que é um “octilhão”?

O termo “octilhão” pode parecer inventado, mas ele existe na escala numérica, conforme explica Ricardo Balistiero, doutor e professor de economia no Instituto Mauá de Tecnologia (IMT). No entanto, é impossível aplicá-lo em uma escala financeira realista, já que o octilhão tem três vezes mais zeros do que o bilhão.

Medidas cautelares e bloqueio de bens

Nesta fase da operação, além dos mandados de busca e apreensão, foram cumpridas medidas cautelares de bloqueio de valores, redes sociais e mídias digitais dos suspeitos. A decisão judicial também proíbe os investigados de utilizarem essas plataformas para evitar a continuidade dos golpes.

Acompanhe as atualizações sobre a operação e as medidas tomadas pela Polícia Civil para combater este esquema de golpes financeiros que prejudicou milhares de pessoas.

Comentários

Os comentários são de responsabilidade exclusiva de seus autores e não representam a opinião deste site. Se achar algo que viole os termos de uso, denuncie. Leia as perguntas mais frequentes para saber o que é impróprio ou ilegal.

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *