Preço dos Ovos Deve Permanecer Elevado por Mais Dois Meses, Avisa Associação
A Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA) informou nesta terça-feira (18) que o mercado de ovos, cujo preço disparou recentemente, deve se estabilizar apenas ao final do período da quaresma, com a normalização dos patamares de consumo de diversas proteínas.
Expectativa de Preço e Fatores Contribuintes
Segundo a ABPA, a alta atual nos preços dos ovos é resultado de uma “situação sazonal” comum ao período pré e durante a quaresma, quando há substituição de consumo de carnes vermelhas por proteínas brancas e ovos. “Após longo período com preços em baixa, a comercialização de ovos aqueceu pela demanda natural da época”, explicou a entidade.
A associação afirmou que, embora não seja possível prever com exatidão quando os preços dos ovos cairão, a tendência é que permaneçam elevados até meados de abril. Essa alta é impulsionada pelo aumento de 30% no preço do milho e mais de 100% nos custos de insumos de embalagens, além das temperaturas históricas que afetam a produtividade das aves.
Impacto nos Supermercados e Consumidores
Na semana passada, a Associação Brasileira de Supermercados (Abras) destacou o aumento expressivo no preço dos ovos de galinha repassado pelos fornecedores ao varejo. “Desde a segunda quinzena de janeiro, a combinação de alta demanda e oferta restrita tem levado a reajustes significativos. Nesta semana, a elevação já chega a 40% em diversas regiões do país”, informou a associação.
Marcio Milan, vice-presidente da Abras, explicou que muitos consumidores estão recorrendo aos ovos de galinha devido à alta dos preços das demais proteínas. Além disso, a nova classificação da Secretaria de Defesa Agropecuária do Ministério da Agricultura reduziu o peso médio dos ovos em quase 10 gramas por unidade, afetando o custo/benefício do produto.
Inflação e Preços dos Alimentos
Em janeiro, a inflação oficial do país registrou alta de 0,16%, conforme dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), com desaceleração. No entanto, os preços dos alimentos continuaram pressionados, com aumento de 0,96% na alimentação e bebidas.
A Abras informou que está monitorando a evolução dos preços e reforçou a importância do equilíbrio no mercado para evitar impactos excessivos aos consumidores.
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