Secretário de Defesa dos EUA Considera Retorno às Fronteiras Pré-2014 da Ucrânia Irrealista
O secretário de Defesa dos EUA, Pete Hegseth, declarou nesta quarta-feira (12) que o retorno às fronteiras da Ucrânia anteriores a 2014 não é um objetivo realista. A declaração foi feita durante uma reunião de aliados militares na sede da Otan em Bruxelas.
Declaração de Hegseth
Hegseth afirmou: “Queremos, como vocês, uma Ucrânia soberana e próspera. Mas precisamos começar reconhecendo que retornar às fronteiras da Ucrânia pré-2014 é um objetivo irrealista. Perseguir esse objetivo ilusório só prolongará a guerra e causará mais sofrimento.”
Representando o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, Hegseth também declarou que o governo americano não considera a adesão de Kiev à Otan como parte da solução para o conflito, e que os EUA não enviarão tropas à Ucrânia.
Responsabilidade dos Aliados Europeus
Hegseth enfatizou a necessidade dos aliados europeus assumirem maior responsabilidade pela segurança da Europa. “Para deixar claro, como parte de qualquer garantia de segurança, não haverá tropas americanas mobilizadas na Ucrânia. A Europa deve fornecer a maior parte da futura ajuda letal e não letal à Ucrânia”, destacou o secretário.
Conflito Territorial
A Rússia anexou a península da Crimeia, no Mar Negro, em março de 2014, e apoiou separatistas pró-Rússia na insurgência armada contra Kiev na região de Donbas, no leste da Ucrânia. Atualmente, Moscou controla cerca de 20% do território ucraniano.
Declarações Recentes da Rússia e Ucrânia
Nesta quarta-feira (12), a Rússia afirmou que não aceitará a proposta de troca de territórios feita pelo presidente ucraniano Volodymyr Zelensky, que sugeriu trocar áreas controladas pela Ucrânia na região ocidental de Kursk por territórios ocupados pela Rússia na Ucrânia.
O porta-voz do Kremlin, Dmitry Peskov, respondeu: “Isso é impossível. A Rússia nunca discutiu e não discutirá o tema da troca de seu território. E, claro, as formações ucranianas serão expulsas desse território. Todos que não forem destruídos serão expulsos.”
A região de Kursk foi invadida por tropas ucranianas em uma contra-ofensiva surpresa em agosto de 2024, e desde então a Rússia tenta combater a presença ucraniana no local. Zelensky busca utilizar essa vitória como instrumento de barganha.
Dmitry Medvedev, vice-presidente do Conselho de Segurança russo, considerou a proposta de Zelensky “absurda” e afirmou que a Rússia pode alcançar “a paz através da força”.
Em entrevista recente, Zelensky mencionou estar disposto a aceitar um acordo com Donald Trump, que condicionou ajuda à Ucrânia em troca de “terras raras”. Zelensky afirmou: “Precisamos deter Putin e proteger o que temos.”
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