Suprema Corte dos EUA Bloqueia Trump: US$ 2 Bilhões em Ajuda Internacional São Liberados

A Suprema Corte dos EUA rejeitou a ordem de Donald Trump para congelar US$ 2 bilhões em ajuda internacional, determinando a liberação imediata dos recursos. A decisão, por 5 votos a 4, representa uma derrota significativa para a administração Trump, que buscava reduzir gastos com programas humanitários. A medida garante a continuidade de projetos essenciais da USAID e do Departamento de Estado, enquanto organizações humanitárias alertam para os riscos das políticas de corte de financiamento promovidas pelo governo.

Por Redação gl - Mundo
Atualizado em 05/03/2025 às 3:23 pm

Suprema Corte dos EUA Rejeita Ordem de Trump e Libera US$ 2 Bilhões em Ajuda Internacional

Em uma decisão histórica, a Suprema Corte dos Estados Unidos determinou nesta quarta-feira (5) a liberação imediata de US$ 2 bilhões em ajuda internacional, rejeitando a ordem executiva do presidente Donald Trump que havia congelado os recursos. A decisão, tomada por 5 votos a 4, representa uma derrota significativa para a administração Trump, que buscava reduzir os gastos com programas humanitários globais.

Decisão Judicial e Impacto

A Corte manteve a decisão do juiz Amir Ali, do distrito de Washington, que havia ordenado o desbloqueio dos fundos destinados à Agência dos EUA para o Desenvolvimento Internacional (USAID) e ao Departamento de Estado. Esses recursos são essenciais para a continuidade de projetos humanitários e de desenvolvimento em diversas regiões do mundo. “O trabalho dessas organizações salva vidas e promove os interesses dos EUA no exterior”, destacaram os advogados das entidades beneficiadas.

O presidente da Suprema Corte, John Roberts, e a juíza conservadora Amy Coney Barrett uniram-se aos três juízes liberais para formar a maioria que rejeitou o pedido da administração Trump. Os juízes Samuel Alito, Clarence Thomas, Neil Gorsuch e Brett Kavanaugh votaram contra a liberação dos fundos.

Contexto da Ordem Executiva

Trump havia emitido a ordem de congelamento em 20 de janeiro, como parte de sua agenda “EUA Primeiro”, suspendendo temporariamente a ajuda externa e interrompendo operações da USAID em várias partes do mundo. A medida gerou críticas intensas, pois colocou em risco a entrega de alimentos, medicamentos e outros serviços essenciais para populações vulneráveis.

Demissões e Repercussões

Em fevereiro, o governo Trump realizou demissões em massa na USAID, reduzindo drasticamente sua força de trabalho para apenas 6%. Funcionários demitidos tiveram pouco tempo para deixar seus postos, o que gerou indignação entre organizações humanitárias. Grupos internacionais alertaram que a suspensão dos fundos poderia causar “danos irreversíveis” às populações atendidas.

Medidas Drásticas e Críticas

Além do congelamento de recursos, Trump e seu assessor Elon Musk implementaram reformas severas no governo federal, incluindo o desmantelamento de agências e a destituição de chefes de órgãos independentes. Essas ações foram amplamente criticadas por organizações humanitárias, que alertaram para os riscos à vida de milhões de pessoas em zonas de conflito e áreas afetadas por doenças fatais.

A decisão da Suprema Corte marca um ponto de inflexão, garantindo a continuidade de esforços humanitários e reafirmando a importância do papel dos EUA no cenário global.

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