Trump Considera Novo Acordo Comercial com a China e Espera Visita de Xi Jinping

O presidente dos EUA, Donald Trump, declarou a possibilidade de um novo acordo comercial com a China e espera a visita do presidente Xi Jinping. Trump também anunciou novas tarifas sobre madeira e produtos florestais, além de carros importados, com objetivo de abordar déficits comerciais e questões nas fronteiras.

Por Redação gl - Economia
Atualizado em 20/02/2025 às 4:45 pm

Trump Vê Possibilidade de Novo Acordo Comercial com a China

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, declarou na última quarta-feira que a possibilidade de um novo acordo comercial com a China “é possível”. Trump também mencionou esperar que o presidente chinês, Xi Jinping, visite os Estados Unidos, embora não tenha especificado um cronograma.

Encontro Crucial

Trump afirmou a jornalistas a bordo do Air Force One: “Teremos, no final das contas, presidente Xi e todo mundo vindo [para os Estados Unidos]”. A interação entre os dois líderes é considerada crucial pelo mercado para uma possível flexibilização ou adiamento das tarifas comerciais.

A última visita de Xi Jinping aos Estados Unidos ocorreu em novembro de 2023, quando ele se encontrou com o então presidente norte-americano, Joe Biden, para discutir questões como comunicações militares e a produção de fentanil.

Tensões Comerciais e Tecnológicas

Desde que assumiu o cargo, Trump impôs diversas tarifas a seus parceiros comerciais. Recentemente, ele anunciou planos de novas tarifas sobre madeira, produtos florestais, carros importados, semicondutores e produtos farmacêuticos, com uma tarifa de 25% sobre madeira e produtos florestais prevista para abril.

Trump mencionou que essas tarifas visam abordar déficits comerciais e questões nas fronteiras, como a migração ilegal e o tráfico de fentanil. Além disso, o presidente indicou que impostos sobre a União Europeia também serão impostos, embora sem detalhar valores ou datas.

Impactos Econômicos

A política tarifária de Trump tem gerado impactos positivos nos mercados emergentes, incluindo o Brasil. No entanto, o aumento de tarifas de importação e a política anti-imigração podem resultar em maior inflação nos EUA. A renúncia de impostos para favorecer empresas norte-americanas também representa um risco para as contas públicas.

Esses fatores indicam que o Federal Reserve (Fed) enfrentará mais desafios para controlar os preços, mantendo juros elevados. Com taxas mais altas, há uma mudança no fluxo de investimentos, com prioridade para os títulos públicos americanos e o dólar.

Consequências para o Brasil

Para o Brasil, a fuga de capital e a valorização do dólar podem levar o Banco Central a elevar a taxa Selic, afetando negativamente a economia brasileira. Além disso, uma desaceleração da economia chinesa devido às tarifas americanas poderia impactar o Brasil. Produtos manufaturados asiáticos, excluídos dos EUA, podem buscar novos mercados, aumentando a oferta no Brasil.

As relações entre Washington e Pequim permanecem tensas por diversas razões, incluindo tarifas comerciais, segurança cibernética, TikTok, Taiwan, Hong Kong, direitos humanos e a origem da Covid-19. A busca por um novo acordo comercial pode ser um passo significativo para aliviar essas tensões.

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