Trump quer transformar Gaza em um megaempreendimento dos EUA: realocação dos palestinos é polêmica

Em uma nova declaração polêmica, o presidente dos EUA, Donald Trump, reafirmou que deseja que os EUA assumam o controle da Faixa de Gaza após o fim da guerra, sugerindo transformar o território em um grande empreendimento econômico. Trump propôs reassentar os palestinos em comunidades mais seguras no Oriente Médio, prometendo que nenhum soldado americano seria necessário. A reação internacional foi forte, com críticas de várias partes, incluindo a ONU. O grupo Hamas também condenou a proposta, afirmando que nenhum palestino deixará Gaza. A controvérsia continua a gerar debates intensos sobre o futuro da região.

Por Redação gl - Mundo
Atualizado em 06/02/2025 às 2:25 pm

Trump Reitera Proposta de Controle dos EUA sobre Gaza e Sugere Desenvolvimento Econômico

Após a polêmica declaração de que os EUA assumiriam o controle da Faixa de Gaza e realocariam seus habitantes, o presidente norte-americano, Donald Trump, voltou a defender a ideia nesta quinta-feira (6), sugerindo que o território palestino seja transferido para a administração dos EUA após o conflito.

Ignorando as críticas, Trump reafirmou que Washington tomaria o controle de Gaza ao término da guerra e que os palestinos seriam “reassentados em comunidades muito mais seguras e bonitas, com casas novas e modernas” no Oriente Médio. Ele afirmou que transformaria a Faixa de Gaza “em um dos maiores empreendimentos do tipo na Terra” e garantiu que nenhum soldado americano seria necessário para a operação.

“Eles realmente teriam uma chance de serem felizes, seguros e livres. Os EUA, trabalhando com grandes equipes de desenvolvimento de todo o mundo, começariam lenta e cuidadosamente a construção do que se tornaria um dos maiores e mais espetaculares desenvolvimentos desse tipo na Terra. Nenhum soldado dos EUA seria necessário! A estabilidade para a região reinaria!!!”, escreveu Trump em sua rede social, Truth Social.

Reações e Contradições

Trump não deixou claro se suas propostas foram discutidas com o primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, nem comentou as declarações contraditórias de sua porta-voz, Karoline Leavitt, que afirmou que o deslocamento dos moradores de Gaza não seria permanente e que os EUA não arcariam com os custos da reconstrução.

O grupo Hamas, que controla a Faixa de Gaza, reagiu à proposta de Trump, pedindo a união das facções palestinas contra os EUA e declarando que “nenhum palestino deixará Gaza”.

Contexto da Declaração

Na terça-feira (4), Trump havia anunciado sua intenção de retirar “todos os moradores” de Gaza permanentemente, ao lado de Netanyahu em Washington. A declaração provocou forte reação da comunidade internacional e gerou preocupações sobre o futuro dos palestinos. A ONU afirmou que a remoção forçada de uma população de seu território é ilegal.

Em janeiro, Trump já havia mencionado a ideia de “limpar” a Faixa de Gaza e realocar os palestinos em países árabes. Netanyahu ainda não se pronunciou sobre o plano de Trump, mas ordenou que as Forças Armadas israelenses preparassem um plano de “saída voluntária” dos moradores de Gaza.

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